Cirurgia micrográfica de Mohs ( CMM)

A CMM é uma forma especial de tratamento que visa à cura do câncer de pele não melanoma ( CPNM) , cujos principais representantes são os carcinomas basocelular ( CBC) e espinocelular ( CEC). Trata-se de uma técnica em que o tumor é removido com uma margem mínima além dos seus limites , para se ter uma amostra representativa , congelado no mesmo momento do ato cirúrgico através de um aparelho denominado criostato e analisado em um microscópio. Diferentemente das técnicas convencionais de remoção dos tumores em que são removidos com margens grandes ( no mínimo 4 mm além do que é visto ), esta cirurgia permite que se remova o tumor com margens menores, preservando mais o tecido saudável e com mais segurança em termos de cura pois além de analisar diretamente no microscópio a profundidade e a lateralidade da lesão removida, isso se faz de uma forma imediata e não se procede ao fechamento da ferida enquanto se tiver certeza de que o tumor foi removido completamente. Isto significa que após a primeira remoção se for encontrado algum resquício de tumor ao microscópio, remove-se esta área afetada que é controlada pela confecção de um mapa da lesão desenhado previamente à cirurgia. Novas etapas de remoção poderão ser necessárias.

A CMM está virtualmente indicada para qualquer CPNM porém tem mais utilidade nas seguintes situações:

  1. 1-CPNM recidivado, ou seja, tratado e que voltou, pois suas margens são mais difíceis de serem definidas a olho nú

  2. 2-Tumores próximos a bordas livres ( narinas, pálpebras e orelhas) onde a preservação do tecido é fundamental

  3. 3-Tumores com margens mal definidas

  4. 4-Tumores agressivos e de grandes dimensões

A cirurgia de MOHS pode ser feita com anestesia local ou sedação e até anestesia geral de acordo com a extensão do tumor e o perfil do paciente. Mas em geral a maioria dos casos pode ser resolvido apenas com a anestesia local.